Itapetininga tem dois perfis de solo bem distintos. Na região central, perto do rio, o terreno é mais úmido e a gente encontra argila siltosa mole nos primeiros metros. Já nos bairros mais elevados, como a Vila Arruda, o solo muda para um arenito residual bem compacto. Essa diferença de comportamento entre bairros próximos muda completamente a forma de monitorar uma escavação. Quem escava sem instrumentação nessa cidade corre risco real de surpresa. Nós trabalhamos com células de carga, inclinômetros e piezômetros calibrados para essas condições locais. A leitura diária dos dados e a interpretação rápida evitam paradas de obra. Para complementar a investigação do subsolo antes de iniciar o monitoramento, utilizamos os ensaios CPT quando o perfil precisa de resolução contínua em solos mais brandos.
Em Itapetininga, o nível freático oscila forte entre a seca e a chuva — dados de agosto não valem em janeiro.
