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Projeto de pavimento flexível em Itapetininga: desempenho estrutural adaptado ao solo local

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A recuperação da vicinal que liga o distrito do Gramadinho ao centro evidenciou algo que enfrentamos com frequência em Itapetininga: um subleito de comportamento laterítico, com CBR baixo na estação chuvosa, que não suportaria a frota pesada de caminhões do polo cerâmico sem um reforço estrutural bem dimensionado. O projeto de pavimento flexível que desenvolvemos para aquele trecho partiu de uma campanha de sondagens de reconhecimento e ensaios geotécnicos locais, aplicando o método de dimensionamento do DNER para definir espessuras de base e sub-base que distribuíssem as tensões até níveis compatíveis com a capacidade de suporte do solo natural. Quando a sub-resistência é crítica, complementamos a análise com dados de ensaios CBR executados na energia de compactação especificada para cada camada, garantindo que o número N estrutural atenda ao volume de tráfego projetado para dez anos.

Em Itapetininga, o dimensionamento correto da sub-base costuma ser o divisor entre um pavimento que trinca em dois ciclos de chuva e outro que ultrapassa 15 anos sem intervenção estrutural.

Abordagem e escopo

O crescimento urbano de Itapetininga, impulsionado a partir da década de 1970 com a expansão da malha viária estadual, assentou-se majoritariamente sobre solos residuais de arenito e intrusões de diabásio que, quando compactados, apresentam módulos de resiliência distintos. Em loteamentos novos na zona sul, onde o horizonte superficial é uma areia fina argilosa, o projeto de pavimento flexível precisa incorporar uma sub-base drenante que impeça a ascensão capilar e preserve a integridade da base granular durante os meses de dezembro a fevereiro, quando a precipitação acumulada frequentemente supera os 200 mm mensais. Adotamos a classificação MCT (Miniatura, Compactada, Tropical) para caracterizar o comportamento laterítico das frações finas, o que nos permite prever com maior acurácia o afundamento nas trilhas de roda e otimizar a espessura do revestimento asfáltico, muitas vezes especificando concreto betuminoso usinado a quente com CAP 50/70 e faixa granulométrica C do DNIT.
Projeto de pavimento flexível em Itapetininga: desempenho estrutural adaptado ao solo local
Imagem técnica de referência — Itapetininga

Particularidades da região

A execução da imprimação impermeabilizante sobre a base de brita graduada simples exige um caminhão espargidor calibrado que aplique o asfalto diluído CM-30 a uma taxa rigorosamente controlada entre 0,8 e 1,2 litros por metro quadrado, pois uma dosagem excessiva em dias de calor intenso — comuns em Itapetininga entre outubro e março — pode gerar uma película que reduz a aderência com o revestimento e provoca escorregamentos localizados. O maior risco técnico, no entanto, está na variabilidade lateral do subleito ao longo de um mesmo segmento: quando a sondagem indica um CBR de 8% em um ponto e 4% a apenas 30 metros de distância, a omissão de uma transição de camadas naquele intervalo leva a recalques diferenciais que, em menos de três anos, se manifestam como trincas longitudinais no bordo da pista e comprometem toda a estrutura projetada para o pavimento flexível.

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Dados técnicos


ParâmetroValor típico
Número N de tráfego (Nproj)5×10⁶ a 5×10⁷ eixos-padrão
Espessura mínima de revestimento (CBUQ)5,0 a 12,5 cm
CBR mínimo do subleito compactado≥ 6% (expansão ≤ 2%)
Módulo de resiliência da base granular200 a 400 MPa
Deflexão admissível (Viga Benkelman)Dadm ≤ 0,60 mm
Coeficiente de equivalência estrutural (KR)2,0 (CBUQ) / 1,0 (base granular)
Compactação da camada de reforço≥ 100% Proctor Intermediário
Teor de projeto do ligante asfáltico4,5% a 6,0% (método Marshall)

Serviços complementares

01

Dimensionamento estrutural pelo método DNER

Calculamos as espessuras das camadas de revestimento, base, sub-base e reforço do subleito a partir do número N de tráfego e do CBR de projeto, aplicando os ábacos de dimensionamento do antigo DNER com ajustes para solos tropicais da região de Itapetininga.

02

Caracterização geotécnica do subleito e jazidas

Executamos sondagens a trado mecanizado, poços de inspeção rasos e coleta de amostras indeformadas para ensaios de caracterização completa — granulometria, limites de Atterberg, compactação Proctor e CBR —, além de classificação MCT quando a fração fina é predominante.

03

Controle de execução e avaliação deflectométrica

Monitoramos o grau de compactação in situ pelo método do cone de areia e realizamos ensaios com Viga Benkelman sobre cada camada concluída, emitindo laudos de deflexão que validam a capacidade estrutural do pavimento antes da liberação ao tráfego.

Normas técnicas vigentes


DNIT 031/2004-ES (Pavimento flexível — Concreto asfáltico), DNER-ME 049/94 (Ensaio de CBR — determinação do índice de suporte Califórnia), ABNT NBR 7207:1982 (Terminologia e classificação de pavimentação), DNIT 129/2011-ES (Sub-base estabilizada granulometricamente), ABNT NBR (Método Marshall para misturas betuminosas)

Consultas frequentes

Qual o custo médio para um projeto de pavimento flexível em Itapetininga?

O valor de referência é de R$ 100.000 para projetos completos que incluem investigação geotécnica, ensaios de laboratório, dimensionamento estrutural e emissão de memória de cálculo. O montante final pode variar conforme a extensão da via, a densidade de furos de sondagem e a complexidade da solução de reforço exigida pelo solo local.

O método de dimensionamento considera o tráfego real da frota de caminhões da região?

Sim. Realizamos contagens classificatórias nos principais corredores de acesso a Itapetininga para determinar o volume diário médio de veículos comerciais, convertemos os eixos ao padrão rodoviário de 8,2 toneladas e projetamos o número N para o período de vida útil, ajustando as espessuras para que a deflexão admissível não seja ultrapassada.

Qual a vida útil esperada para um pavimento flexível bem dimensionado em Itapetininga?

Com a manutenção preventiva adequada — selagem de trincas a cada três anos e recapeamento funcional programado —, um pavimento flexível projetado para um período de 10 anos costuma atingir entre 12 e 15 anos de serviço antes de necessitar de uma restauração estrutural profunda, desde que o subleito tenha sido corretamente tratado e as camadas granulares atendam às especificações de compactação.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Itapetininga e sua zona metropolitana.

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