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Análise Granulométrica em Itapetininga: Peneiramento e Hidrômetro

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Quem trabalha com terraplanagem em Itapetininga sabe que o solo do Jardim Paulista não tem nada a ver com o da Vila Belo Horizonte. Em um lote você encontra uma areia fina quartzosa, daquelas que escorrem entre os dedos. A poucos quilômetros, no Alto da Boa Vista, o material muda para um silte argiloso avermelhado, típico da transição para os Campos Gerais. Essa variabilidade em curta distância é a realidade do município, cortado pelo Rio Itapetininga e assentado sobre sedimentos terciários e intrusões de diabásio. Para classificar o solo com precisão, a análise granulométrica conjuga duas técnicas: o peneiramento para as frações grossas e o ensaio de sedimentação com hidrômetro para as partículas finas. Sem esse dado, fica impossível dimensionar sistemas de drenagem, prever recalques ou especificar corretamente a camada de base de um pavimento. Em obras de menor porte, complementamos a investigação com sondagens SPT para correlacionar a granulometria com o índice de resistência à penetração. Já em áreas com histórico de aterro, o ensaio de densidade in situ ajuda a verificar se a compactação está compatível com a curva granulométrica do material de empréstimo.

A distribuição dos grãos define a permeabilidade, a resistência ao cisalhamento e o potencial de contração do solo de Itapetininga.

Abordagem e escopo

A geologia de Itapetininga impõe desafios específicos. A cidade está na Depressão Periférica Paulista, uma bacia sedimentar onde predominam arenitos e siltitos do Grupo Itararé. O contraste sazonal é brutal: verões úmidos com médias de 200 mm mensais de chuva, invernos secos onde a umidade relativa despenca. Essa alternância afeta diretamente o comportamento dos finos. Em períodos de estiagem, as argilas se contraem e mascaram o potencial de expansão. Durante as chuvas, os siltes perdem estrutura e se tornam erodíveis. Por isso, o ensaio com hidrômetro não pode ser feito de qualquer jeito: a dispersão da amostra com hexametafosfato de sódio deve respeitar o tempo de agitação da NBR 7181:2016, sob pena de subestimar a fração argila. A prática de campo na região mostra que muitos solos residuais de diabásio, comuns nos bairros altos, exigem dupla dispersão para leitura confiável. Nesses casos, associamos o resultado ao ensaio de limites de Atterberg para fechar o diagnóstico de plasticidade. A combinação desses dois parâmetros é o que define se o solo serve como base de pavimento ou se precisa de estabilização química.
Análise Granulométrica em Itapetininga: Peneiramento e Hidrômetro
Imagem técnica de referência — Itapetininga

Particularidades da região

A bancada de sedimentação é uma mesa de aço inox com amortecedores de vibração. Sobre ela, oito provetas de 1000 ml em repouso absoluto. Qualquer batida na mesa invalida a leitura. O hidrômetro 152H desce lentamente, estabiliza, e o técnico anota a densidade no topo do menisco. É um ensaio de paciência. Em Itapetininga, o maior risco operacional está na presença de matéria orgânica não detectada na amostra. Solos de várzea do Rio Itapetininga e de afluentes como o Córrego do Carrito contêm restos vegetais que atuam como defloculante natural. Se o laboratório não faz a queima prévia da matéria orgânica com peróxido de hidrogênio, o resultado acusa uma porcentagem de argila falsamente elevada. Em projeto de fundação, isso pode levar a um superdimensionamento do sistema de drenagem ou a uma previsão de recalque por adensamento que não se confirma em campo. Por protocolo interno, toda amostra com coloração escura passa por inspeção visual e teste de perda ao fogo antes de ir para o ensaio de sedimentação.

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Dados técnicos


ParâmetroValor típico
Norma técnicaABNT NBR 7181:2016 (Solo – Análise Granulométrica)
Método grossoPeneiramento série Tyler #4 a #200
Método finoSedimentação com hidrômetro la normativa técnica aplicable
Dispersante químicoHexametafosfato de sódio (40,7 g/L)
Ponto de leitura18h, 24h, 48h por norma; leituras extras em 72h para silte micáceo regional
Massa mínima de amostra1 kg para solos arenosos; 200 g para finos
Prazo de entrega5 dias úteis (relatório com curva + coeficientes Cu e Cc)

Serviços complementares

01

Granulometria Completa (Peneiramento + Sedimentação)

Ensaio padrão NBR 7181 para solos com fração fina superior a 10%. Inclui lavagem na peneira #200, secagem em estufa a 105°C, peneiramento mecânico da fração grossa e sedimentação da fração fina com leituras em 18h, 24h e 48h. Relatório com curva granulométrica, coeficiente de uniformidade (Cu), coeficiente de curvatura (Cc) e classificação unificada do solo.

02

Peneiramento Simples (Fração Grossa)

Indicado para areias e pedregulhos com finos abaixo de 10%. Peneiramento em agitador eletromagnético com série Tyler completa. Aplicação em controle de agregados para concreto, filtros de areia para drenagem e especificação de material de base para pavimentos flexíveis.

Normas técnicas vigentes


ABNT NBR 7181:2016 – Solo – Análise Granulométrica, ABNT NBR 6457:2016 – Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e caracterização, ABNT NBR 6502:1995 – Rochas e solos – Terminologia, ABNT NBR 7181 (reapproved 2007) – Standard Test Method for Particle-Size Analysis of Soils, DNIT 093/2006 – ME – Solos – Análise Granulométrica por Peneiramento

Consultas frequentes

Quanto custa uma análise granulométrica completa em Itapetininga?

O ensaio completo com peneiramento e sedimentação custa em média R$ 100.000,00 por amostra. Esse valor cobre a preparação, o ensaio e o relatório técnico com curva granulométrica e coeficientes Cu e Cc. Para pacotes acima de 10 amostras, aplicamos desconto progressivo.

Qual a diferença entre peneiramento e ensaio de sedimentação?

O peneiramento separa as partículas acima de 0,075 mm (areia e pedregulho) usando malhas padronizadas. A sedimentação mede a fração fina (silte e argila) observando a velocidade de queda das partículas em suspensão com o hidrômetro. A norma NBR 7181 exige os dois métodos quando o solo tem mais de 10% passando na peneira #200.

O ensaio identifica solos expansivos em Itapetininga?

A granulometria sozinha não basta. Ela quantifica a fração argila, mas não revela o tipo de argilomineral. Para diagnosticar expansividade, combinamos a granulometria com o ensaio de limites de Atterberg e, em casos críticos, com análise mineralógica por difração de raios X. Os solos de diabásio do Alto da Boa Vista frequentemente exigem essa complementação.

Quanto tempo leva para sair o resultado?

O prazo padrão é de 5 dias úteis a partir do recebimento da amostra. A sedimentação exige no mínimo 48 horas de leituras contínuas. Para obras emergenciais, podemos priorizar e entregar em 3 dias úteis, desde que a amostra chegue ao laboratório até as 10h da manhã.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Itapetininga e sua zona metropolitana.

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